Saude e Beleza
Adielso Rodrigues defende o poder transformador da pintura contra ansiedade e depressão
Em um momento em que ansiedade e depressão se tornaram temas centrais na sociedade contemporânea, a arte ressurge como instrumento de fortalecimento emocional. Para o artista plástico Adielso Rodrigues, a pintura carrega uma energia capaz de reorganizar sentimentos, despertar consciência e promover equilíbrio interior. À frente do Ateliê Qabana, ele sustenta que a arte não atua apenas como expressão estética, mas como campo vibracional que impacta quem cria, quem observa e quem se aprofunda em seu estudo.
Segundo o artista, cada obra carrega intenção, emoção e estado de espírito. “A pintura é energia condensada em cor e forma. Quando alguém se permite mergulhar na arte, seja contemplando ou estudando profundamente, algo se reorganiza internamente”, afirma. Para ele, a conexão com a arte provoca pausas mentais necessárias em um cotidiano acelerado e estimula a reflexão, o autoconhecimento e a expansão de consciência.
Estudos na área de saúde mental apontam que o contato frequente com manifestações artísticas ativa regiões cerebrais ligadas ao prazer, à memória afetiva e à regulação emocional. A imersão estética pode reduzir níveis de estresse, melhorar a concentração e ampliar a percepção sensorial, fatores que contribuem para o enfrentamento de quadros de ansiedade e sintomas depressivos. Nesse contexto, não se trata apenas de pintar, mas de estudar arte, compreender movimentos, analisar composições e se envolver intelectualmente com o universo artístico.
Para Adielso Rodrigues, aprofundar-se na arte é também um exercício de reconstrução interna. “Quando você passa a entender símbolos, cores, narrativas visuais e processos criativos, amplia seu repertório emocional. A arte educa o olhar e, ao educar o olhar, transforma a forma como enxergamos a própria vida”, destaca.
O trabalho desenvolvido no Ateliê Qabana dialoga com essa perspectiva. Suas obras, marcadas por camadas, texturas e composições simbólicas, convidam o público a uma experiência sensorial e introspectiva. Em vez de respostas prontas, provocam perguntas internas, estimulando reflexão e presença.
Em tempos de excesso de informação e sobrecarga emocional, a arte ganha novo papel social. Mais do que decoração ou investimento cultural, torna-se instrumento de saúde, consciência e equilíbrio. Para Adielso Rodrigues, o movimento é claro: quanto mais as pessoas se aproximam da arte, seja pela contemplação ou pelo estudo, mais fortalecem sua estrutura emocional. Criar e compreender arte, afinal, também é uma forma de cuidar da mente.
Instagram: @adielso_rodrigues
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