Geral
Bia Ferreira apresenta “Améfrica”, álbum que transforma alegria, afeto e dança em linguagem de reconexão coletiva
Com produção musical assinada pela própria artista em parceria com Vinicius Lezo, Améfrica busca uma reconexão coletiva: a partir do reggae, dos ritmos nordestinos, das musicalidades afro-caribenhas e latino-americanas.
“Eu queria fazer um disco que nos lembrasse da nossa alegria. A gente já fala muito sobre dor, violência e sobrevivência – porque tudo isso existe – mas nosso povo também ama, dança, faz festa, se apaixona e sente prazer. Isso também sustenta a vida.
E acho que, no final das contas, esse repertório nasceu muito da minha vontade de celebrar quem nós somos sem deixar que outras narrativas atravessem, o tempo todo, a nossa existência”.
Ao cantar em português, espanhol, inglês e francês, a artista tenta encurtar distâncias entre povos que sempre estiveram mais próximos do que aprenderam a imaginar. Inspirado no conceito de Lélia Gonzalez, Améfrica entende o continente como espaço de continuidade entre comunidades afro-diaspóricas e originárias das Américas.
“Améfrica é uma forma de homenagear os povos que construíram a cultura que atravessa esse continente. Muito do que a gente entende como música, festa, espiritualidade e beleza vem dessas heranças.”
Ao longo de dez faixas, o trabalho acompanha diferentes estados de presença, deslocamento e comunhão. Na abertura, “Améfrica” transforma o disco em um ponto de encontro entre idiomas, ritmos e geografias. Em “Paz para o Espírito”, a artista desloca o olhar para dentro, enquanto “Conte Comigo” amplia a ideia de amor para além das relações românticas.
Em “Leve” e “Pote Fundo”, reggae, baião e xote aparecem em canções guiadas pela dança e pela circulação entre ritmos populares. Já “Nós” e “O Seu Silêncio” aproximam natureza, espiritualidade e coletividade em faixas que entendem o reggae como música feita para lembrar que ninguém existe sozinho.
A parceria com La Dame Blanche em “Algoritmo” introduz uma ruptura no percurso do álbum. A faixa questiona os impactos emocionais das redes sociais e da lógica algorítmica sobre as relações humanas, antes de o disco reencontrar a celebração em “Pra Alegria Se Achegar”.
Na reta final, Bia revisita “Cota Não É Esmola”, canção que marcou sua trajetória e reaparece agora sob outra perspectiva. Se antes a música se afirmava como denúncia urgente, aqui ela surge também como gesto de continuidade – uma obra que permanece viva enquanto o restante do álbum aponta para novos caminhos.
“Eu pensei AMÉFRICA como uma experiência viva. Esse é um disco feito para o palco, para o encontro, para cantar junto, conversar e sentir coletivamente. Se o amor é revolucionário e a alegria é subversiva, então subvertamos”, finaliza.
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