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Como DJs transformam os próprios figurinos em linguagem de palco e gastam até R$ 100 mil em looks de cena
De óculos futuristas a casacos de impacto, nomes como Alok, Pedro Sampaio e Vintage Culture mostram como a moda passou a completar a narrativa visual dos shows
Antes mesmo da primeira batida, o espetáculo já começou. Na música eletrônica atual, o DJ não entra em cena apenas para comandar o som, mas para sustentar uma imagem. Óculos futuristas, casacos de impacto, peças oversized, streetwear de luxo e figurinos autorais passaram a funcionar como extensões da performance. Em um mercado em que presença visual, identidade e reconhecimento imediato contam tanto quanto a música, o look deixou de ser detalhe e virou parte da forma como o artista constrói atmosfera, presença e memória no palco.
Alok representa o futurismo de arena. Em seus shows, o figurino precisa acompanhar a escala da apresentação: luz, telão e multidão. Peças oversized, óculos futurísticos, cores fortes e tênis de grife ajudam a sustentar a imagem de um artista global, em que a roupa não aparece como detalhe, mas como parte da arquitetura do show. Em registros editoriais, o DJ já apareceu associado a marcas e peças como Ben Atelier, Chilli Beans e Balmain, reforçando uma estética que aproxima a cabine da moda masculina de alto impacto. Só para dimensionar esse universo, tênis masculinos da Balmain podem partir de cerca de R$ 3,5 mil, enquanto óculos marcantes e peças exclusivas elevam o look para uma construção visual mais próxima de editorial de moda do que de roupa casual de show.
Pedro Sampaio representa o pop de impacto visual. Em suas apresentações, o figurino acompanha a energia da performance: corpo, dança, funk, luz e coreografia. Óculos, tênis, peças oversized e roupas com informação de moda ajudam a transformar o DJ em performer, criando uma estética que conversa tanto com a pista quanto com a câmera. No The Town 2025, o artista apostou em Rick Owens, grife conhecida por silhuetas dramáticas, volumes e presença cênica. A escolha dá uma dimensão do investimento por trás dessa estética: peças masculinas da marca podem passar de R$ 14 mil em casacos de impacto, enquanto botas variam entre R$ 8 mil e R$ 13 mil. Dentro desse universo, um look completo de palco pode facilmente ultrapassar R$ 30 mil.
É nesse cenário que o DJ e produtor musical JESTFLY, aparece como o personagem mais teatral dessa nova estética dos DJs. Com trajetória iniciada no rock e uma fase atual voltada à música eletrônica e ao audiovisual, ele passou a tratar o figurino como parte central da performance. Cartolas, óculos, blazers, tênis, acessórios e peças customizadas fazem parte de um acervo pensado para diferenciar o artista antes mesmo da primeira batida. “Eu já investi cerca de R$ 100 mil em figurinos customizados para o JESTFLY. Para mim, não é vaidade. É construção de personagem”, afirma Diego.
Segundo ele, cada produção precisa funcionar como extensão da música, da luz e da narrativa visual do show. Entre as peças estão um blazer vermelho avaliado em R$ 40 mil, uma calça cravejada de Swarovski que custou R$ 20 mil, tênis também cravejado também no valor de R$ 20 mil, camiseta cravejada cerca de R$ 12 mil e uma cartola de couro legítimo sob encomenda no valor de R$ 10 mil, entre outras peças que não ficam abaixo desses valores.
“Quando eu subo no palco, eu não quero parecer apenas um DJ atrás da cabine. Quero que o público entenda visualmente que está entrando em um universo. A música cria o som, a luz cria a atmosfera e o figurino ajuda a contar a história antes mesmo da primeira batida”, completa.
Vintage Culture entra por outro caminho: o do luxo cool e da estética editorial. Em ensaios e aparições ligadas à moda, o DJ já apareceu associado a peças como trench coat vintage Yves Saint Laurent, óculos Prada, calça Maison Margiela, botas Saint Laurent e casaco Balenciaga, compondo uma imagem mais próxima do menswear internacional do que do figurino tradicional de cabine. A escolha das marcas ajuda a construir uma estética sofisticada, urbana e global, em que o DJ aparece como personagem de editorial masculino. Só para dimensionar esse universo, óculos Prada podem passar de R$ 2 mil, enquanto botas Saint Laurent podem se aproximar de R$ 7 mil. Em um look completo com peças de grife, a produção facilmente chega a dezenas de milhares de reais, reforçando como a roupa de palco deixou de ser detalhe e passou a fazer parte da assinatura visual do artista.
Para JESTFLY, o investimento em figurino passou a fazer parte da própria construção artística. Em um mercado em que DJs disputam atenção não apenas pelo som, mas também pela imagem que entregam no palco, ele acredita que cada peça precisa ajudar o público a lembrar da experiência. “Hoje, o DJ não pode pensar só na música. O público vê o artista antes de ouvir tudo. Ele fotografa, grava, compartilha e cria memória visual daquele show. Por isso, investir em figurino vale a pena quando existe conceito. Não é sobre usar roupa cara, é sobre construir presença. Se o look ajuda a contar a história, ele também faz parte da performance”, conclui.
Nota cedida por: CO Assessoria Foto: @alok @pedrosampaio @vintageculture @jestfly.co |
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