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Grupo DUX e BBS Capital Partners lançam FIDC de R$ 100 milhões para destravar crédito na economia criativa
Com o primeiro ciclo estruturado para o prazo de seis meses, a expectativa é validar o modelo e abrir caminho para a criação de novos veículos financeiros voltados a nichos específicos dentro da economia criativa
O Grupo DUX e a BBS Capital Partners estruturaram um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) com compromisso inicial de R$ 100 milhões e foco na antecipação de recebíveis de empresas e profissionais da economia criativa. A iniciativa nasce para atender um mercado que combina relevância econômica, crescimento e uma necessidade recorrente de capital de giro, em um setor no qual os prazos de recebimento podem variar de 60 a 120 dias após a entrega dos serviços.
“Responsável por cerca de 3,5% do PIB brasileiro, a economia criativa ainda convive com limitações relevantes de acesso a crédito. Parte desse desafio decorre da própria natureza do setor, marcada por ativos intangíveis, receitas variáveis, contratos com diferentes perfis de pagamento e baixa aderência aos modelos tradicionais de análise bancária. O setor cresce acima da média da economia, mas ainda enfrenta um descompasso com os modelos tradicionais de crédito, o que se reflete em um cenário de liquidez restrita”, declara Luiz Octávio Gonçalves Neto, CEO do Grupo DUX.
O objetivo do FIDC é encurtar o prazo entre a prestação do serviço e o recebimento efetivo dos recursos, permitindo que empresas, criadores e profissionais do setor tenham acesso a liquidez para manter suas operações e financiar novas oportunidades de crescimento. A expectativa é realizar cerca de 100 transações no primeiro ciclo do fundo, com tíquete médio de R$ 1 milhão e duração estimada de seis meses.
O Grupo DUX estima que a demanda reprimida por capital no setor já supera R$ 1 bilhão, com criadores e empresas que têm contratos assinados e receitas previstas, mas não conseguem acessar esses recursos no curto prazo. “Isso acontece porque estamos falando de um segmento baseado em ativos intangíveis, com receitas variáveis e ciclos de pagamento irregulares, o que exige estruturas financeiras mais adequadas à sua dinâmica”, complementa.
A BBS Capital Partners, spin-off do Banco BS2, foi a responsável pela estruturação da operação e ficará como gestora do fundo. A parceria com o Grupo DUX faz parte da estratégia da BBS de desenvolver veículos proprietários de crédito estruturado em conjunto com parceiros especializados em setores ou classes de ativos específicos.
“Acreditamos muito nesse modelo, que nos permite combinar a nossa expertise de estruturação financeira, governança, gestão profissional e acesso a funding institucional à capacidade de originação e ao conhecimento setorial dos nossos parceiros”, afirma Vinicius Bandeira, managing partner da BBS Capital Partners responsável pela vertical de Asset Management.
O Banco BS2, sócio estratégico da BBS, será o investidor âncora da operação e os recursos serão integralizados conforme a originação e aquisição dos recebíveis elegíveis ao longo do ciclo de investimento. Para o banco, a participação reforça sua estratégia de ampliar a exposição a operações de crédito estruturado originadas pela BBS, com foco no mercado B2B. Para o Grupo DUX, a operação representa um passo relevante na consolidação de sua atuação como infraestrutura financeira para a economia criativa. Desde 2024, o Grupo DUX já movimentou mais de R$ 215 milhões em antecipação de recebíveis e projeta chegar a R$ 800 milhões até o fim de 2026.
“A estrutura é composta por 75% de cotas seniores e 25% de cotas subordinadas (mezanino/júnior), com a classe sênior integralmente subscrita pela tesouraria do Banco BS2, sem previsão de distribuição para terceiros neste primeiro momento”, explica Luiz Octávio.
O fundo possui prazo de duração indeterminado e o escopo também contempla sacados fora do perfil usualmente elegível para o crédito tradicional, o que amplia a capilaridade das operações e permite uma abordagem mais ajustada às características do setor.
A carteira será composta por recebíveis originados junto a agências de marketing, produtoras de eventos, produtoras audiovisuais, criadores de conteúdo e artistas com receitas previsíveis. O pipeline parte de mais de R$ 140 milhões em operações previamente originadas pelo Grupo DUX.
A análise de crédito será conduzida pelo comitê interno do Grupo DUX, com apoio de algoritmos proprietários de inteligência artificial e ferramentas de data mining para identificação e avaliação de ativos. A BBS Capital Partners dará suporte técnico nos comitês de crédito, nas decisões de alocação e no monitoramento contínuo da carteira, combinando sua experiência em gestão de fundos estruturados a expertise setorial do Grupo DUX.
O novo FIDC também reflete a transformação mais ampla do Grupo DUX. Nos últimos anos, a companhia ampliou sua atuação para além da antecipação de recebíveis e passou a operar como uma holding com três frentes principais: serviços financeiros e transacionais, por meio da Fintech ANTI, lançada em junho de 2026, além de soluções de dados para nichos específicos e consultoria estratégica e jurídica. Hoje, a base da companhia reúne mais de 210 mil profissionais e empresas conectados, direta e indiretamente, à plataforma.
Sobre o Grupo DUX: Sobre o Grupo DUX: Holding brasileira que desenvolve soluções financeiras e de inteligência financeira para a economia criativa. Fundada em 2020, atua com crédito, por meio de antecipação de recebíveis, serviços financeiros, tecnologia e análise orientada por dados, atendendo criadores, agências, produtoras e empresas da indústria criativa. Em 2025, o grupo movimentou R$ 85 milhões em antecipação de contratos, com inadimplência inferior a 0,1%, atendendo mais de 10 mil profissionais e empresas, com uma rede de 90 parceiros ativos.
Sobre a BBS Capital Partners: Plataforma independente de asset management e investment banking, especializada em soluções de capital sob medida para empresas e investidores. Fundada em 2026, a partir de um spin-off das áreas de mercado de capitais do Banco BS2, a BBS nasce com uma operação já consolidada e mais de R$ 1.2 bilhão em ativos sob gestão, atuando com foco em investimentos alternativos, especialmente crédito privado e real estate. Sediada em São Paulo, a empresa opera sob modelo de partnership e tem o Banco BS2 como sócio estratégico, combinando independência, governança e profundo conhecimento do mercado financeiro.
Nota cedida por: MayaPR
Foto: Divulgação
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