Geral
Ashibah apresenta “Golden”, nova amostra do álbum Human
Faixa traz clima mais leve antecipa projeto alternativo que retrata sete anos de jornada pessoal e artística
“Golden” amplia o universo construído nos lançamentos anteriores e reforça a proposta de Human como um trabalho guiado por contrastes e nuances emocionais. Resultado de um processo criativo de sete anos, o álbum percorre temas como amor, luto e identidade a partir de uma perspectiva honesta e multifacetada, onde força e vulnerabilidade, movimento e silêncio coexistem sem a necessidade de resolução. “‘Human’ é como um espelho que eu finalmente me senti pronta para encarar. Ele carrega essas dualidades, força e suavidade, caos e calma, independência e desejo. Não é uma conclusão, é um momento de consciência”, define.
Esse olhar também se reflete na forma como Ashibah enxerga seu lugar na música. Em um cenário em transformação, a artista aponta para um movimento de maior autonomia e presença feminina, mas reforça que ainda há caminhos a serem construídos. “Existe uma mudança acontecendo, com mais vozes sendo ouvidas e mais espaço sendo ocupado. Mas ainda há muito a avançar. O mais poderoso é quando mulheres criam sem se diminuir, quando existem plenamente, sem pedir permissão”, comenta.
Nascida na Dinamarca, criada no Egito e atualmente dividindo seu tempo entre Copenhague e São Paulo, Ashibah construiu uma trajetória marcada por referências que atravessam diferentes culturas e gêneros. Essa vivência se traduz de forma orgânica em sua música, que parte do house e se expande para um universo mais amplo de influências.
Em seu trabalho, convivem a profundidade emocional de artistas como Sade, presente na suavidade e força de suas interpretações vocais, e as bases do soul e do R&B, que moldam sua relação com a emoção e a entrega. No campo sonoro, elementos do trance e do progressive house aparecem na construção de atmosferas e na condução dos arranjos, criando uma sensação contínua de movimento e respiração.
Sua formação também carrega a influência do hip hop, especialmente ligada à cultura do basquete, perceptível na atitude, no ritmo e na forma como constrói tensão e liberação em suas faixas. Soma-se a isso a presença marcante da música árabe, que atravessa sua trajetória desde cedo e se manifesta nas escalas, na melancolia e na narrativa melódica.
Introduzida ainda jovem à música eletrônica por meio de raves e espaços comunitários, Ashibah desenvolveu uma conexão profunda com a ideia de liberdade e pertencimento, elementos que hoje permeiam sua produção artística. O resultado é uma sonoridade que não se limita a um único gênero, mas reflete um percurso de escuta, vivência e tradução emocional.
Em Human, a produção assume papel central como linguagem artística, com camadas que exploram textura, espaço e intensidade de forma sensível e intencional. O resultado é um trabalho que equilibra momentos de energia com passagens mais cruas e vulneráveis, criando uma experiência que se desdobra tanto na escuta quanto no corpo.
Essa mesma abordagem se estende às apresentações da artista, que enxerga a cultura de pista como um espaço de conexão e pertencimento. Seus sets são construídos como experiências compartilhadas, onde música e movimento funcionam como formas de comunicação e catarse coletiva.
Com forte ligação com o Brasil, hoje seu principal mercado, Ashibah encontra no país um ambiente que dialoga diretamente com sua forma de sentir e criar. “Há um calor humano e um ritmo no Brasil que parecem profundamente humanos. A forma como a música vive no dia a dia, a abertura emocional, a conexão entre as pessoas… é algo que você não apenas ouve, você sente.” comenta.
Nos palcos, Ashibah mantém uma agenda ativa no Brasil, com apresentação confirmada no festival Só Track Boa, em junho, além de participação na Arena Ginga, em Balneário Camboriú, durante o período da Copa do Mundo.
Com Human, Ashibah consolida uma fase mais íntima e autoral, transformando experiências pessoais em um retrato sensível e em constante movimento. “Golden” reforça esse momento ao traduzir em música a dualidade que atravessa o projeto, equilibrando leveza e profundidade em uma mesma narrativa.
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