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Câncer colorretal em 2025: avanços no diagnóstico e no tratamento

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Por Rafael Onuki Sato – Cirurgião oncológico

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O câncer colorretal permanece entre os tumores mais frequentes no mundo e segue crescendo no Brasil, segundo estimativas do INCA para 2023–2025. Apesar disso, trata-se de um dos cânceres com maior potencial de cura quando identificado precocemente — em estágios iniciais, as chances ultrapassam 90%. Em 2025, a combinação entre diagnósticos mais precisos e terapias personalizadas marca uma nova era no enfrentamento da doença.

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Os fatores de risco mais comuns incluem idade acima de 50 anos, histórico familiar, síndromes hereditárias e doenças inflamatórias intestinais. Estilo de vida também pesa: dieta pobre em fibras, sedentarismo, tabagismo, obesidade e consumo elevado de álcool aumentam a probabilidade de desenvolvimento do tumor. Diante do aumento expressivo de casos em adultos jovens, médicos reforçam a importância de investigar sintomas persistentes, como sangue nas fezes, mudança do hábito intestinal, anemia inexplicada e perda de peso.

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A colonoscopia segue como padrão-ouro no rastreamento, permitindo identificar e remover pólipos antes que se tornem cancerosos. Em 2025, tecnologias como colonoscopia com inteligência artificial já ampliam a detecção de lesões iniciais em alguns centros. Exames complementares — como tomografia, ressonância e testes moleculares — tornaram-se essenciais, sobretudo para definir o tipo de tratamento ideal. Entre eles, destaca-se o teste de instabilidade de microssatélites (MSI/MMR), fundamental para indicar imunoterapia em tumores específicos.

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O tratamento evoluiu significativamente. Nas fases iniciais, cirurgias minimamente invasivas, como videolaparoscopia e robótica, garantem recuperação mais rápida e menor agressão ao corpo. No câncer de reto, estratégias como terapia neoadjuvante total permitem maior preservação de órgãos, e, em casos selecionados, até a adoção do protocolo “watch-and-wait”, que evita cirurgia quando há resposta completa. Já na doença metastática, combinação de quimioterapia, terapias-alvo e imunoterapia pode tornar possíveis cirurgias curativas de metástases hepáticas ou pulmonares.

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Entre as inovações mais promissoras está o ctDNA, exame de biópsia líquida que detecta DNA tumoral circulante e ajuda a prever risco de recidiva, ajustando a necessidade de quimioterapia após a cirurgia. A expectativa é que, nos próximos anos, esse método transforme a forma como médicos decidem quem realmente precisa de tratamentos mais intensivos.

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Mesmo em meio a tantos avanços, três atitudes continuam decisivas: realizar rastreamento a partir dos 45–50 anos (ou antes, em caso de risco), levar sintomas a sério e buscar equipes multidisciplinares. Com informação, prevenção e acesso às terapias modernas, o câncer colorretal pode ser tratado de forma cada vez mais eficaz e personalizada.

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Dr. Rafael Onuki Sato – Cirurgião Oncológico

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Médico com formação em instituições de referência como o Hospital de Câncer de Barretos, é especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica. Atua no tratamento de tumores gastrointestinais e ginecológicos e é preceptor de residência médica em centros de excelência em São Paulo e Londrina, unindo técnica, ensino e compromisso com a vida.

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Contatos:

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@dr.rafaelonukisato

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