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Dia Mundial do Compositor: Milton Guedes, autor de hits que atravessam gerações

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Autor de sucessos de Sandy & Junior, Fat Family, Rouge e Wanessa, artista celebra o dom de transformar histórias e sentimentos em música

Você pode até não saber o nome de cara, mas certamente já cantou e muito algum hit assinado por Milton Guedes. Basta lembrar de refrões que marcaram os anos 2000, como “Baby, eu já sabia” e “A gente dá certo” (Sandy & Junior), do estouro de “Jeito Sexy” (Fat Family) ou de faixas que viraram trilha de desilusão amorosa, como “Não tô pronta pra perdoar” (Wanessa). A lista ainda passa por sucessos pop que seguem vivos na memória afetiva, como “Não dá pra resistir” (Rouge) e “Se você não está aqui” (Bro’z), entre tantos outros.

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Em um cenário em que músicas antigas voltam a viralizar nas redes, reaparecem em trends e ressurgem em playlists nostálgicas, celebrar o Dia Mundial do Compositor, comemorado neste 15 de janeiro, é lembrar do poder que uma boa canção tem: atravessar décadas sem perder o impacto e, de vez em quando, ficar até mais forte com o tempo.

Por trás de hits que dominaram as paradas das rádios está o nome de Milton Guedes, cantor, compositor, versionista e multi-instrumentista carioca cuja trajetória é marcada por versatilidade e autenticidade. Seu repertório comprova que o dom de compor vai além da melodia: é a sensibilidade de traduzir emoções em letras que se tornam parte da vida das pessoas.

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Mais do que criar sucessos, compor é um exercício emocional e técnico: encontrar a palavra certa, a imagem perfeita e uma melodia capaz de provocar sentimentos. Para Milton, esse processo é tão delicado quanto recompensador.“Compor é uma das coisas mais difíceis, delicadas e satisfatórias de se fazer. A busca das palavras certas e da melodia que vai proporcionar alegria, tristeza ou reflexão é o maior desafio para um compositor”, afirma.

Milton cresceu em Brasília berço do rock nacional e teve sua musicalidade lapidada desde cedo, até se consolidar como um dos nomes mais respeitados da música brasileira.

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Mas o caminho até se reconhecer como compositor também passou por dúvidas e por um sentimento comum entre artistas que convivem com ídolos: a intimidação.

“Meus mestres da música são gigantes da composição e isso me intimidou durante muito tempo. Até eu descobrir que podia ser leve na hora de compor minhas canções”, relembra.

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Essa descoberta abriu espaço para uma assinatura própria: uma mistura de lirismo com pop, emoção com refrões marcantes. Não à toa, suas canções deixaram de ser apenas sucessos de época para se tornarem músicas que continuam renascendo em novos contextos nas festas em família, nos karaokês, nas viagens de carro, nas playlists afetivas e até nos redescobrimentos de gerações mais novas.

“Escolhi o estilo no qual eu mais me identificava: a música pop. Quero levar alegria através de canções leves e com muito ritmo”, diz.

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A primeira composição veio ainda na adolescência, arrebatado por influências como Milton Nascimento, Beto Guedes e Lô Borges, referências que ajudaram a formar seu olhar emocional para a canção.

“A primeira composição me veio quando eu tinha 17 anos… sabor especial por ter sido a primeira”, conta. ‘Por Um Dia Melhor’ tem um Se compor já é uma vitória silenciosa, ver a música ganhar vida no mundo é a consagração.

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O artista viveu então o momento em que aquilo que era íntimo se tornou coletivo e passou a pertencer ao público. Milton descreve essa sensação como um marco inesquecível.

“Tem a euforia e alegria ao ouvir pela primeira vez uma canção minha no rádio e na TV. ‘Sonho de Uma Noite de Verão’ até hoje me encanta por levar alegria quando tocada”, revela.

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E é justamente essa capacidade de construir hits e emoção ao mesmo tempo que torna Milton Guedes um caso especial na música pop brasileira: letras simples sem serem superficiais, refrões fáceis sem perder verdade, canções dançantes que ainda assim carregam sentimento.

Agora, a história dá mais uma volta bonita: além de ter suas canções eternizadas por grandes artistas, Milton vive uma fase de amadurecimento em que também assume o protagonismo do palco como cantor, interpretando as próprias composições e colocando sua voz literalmente na linha de frente.No Dia Mundial do Compositor, celebrar Milton Guedes é celebrar a música que atravessa o tempo. Porque existem letras que viram moda e existem aquelas que viram memória. E quando uma canção se transforma em memória, ela nunca termina: ela apenas encontra novas formas de existir.

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Nota cedida por: Novità Comunicação Estratégica

Foto: Marcos Vieira

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