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Entrevista: Jennifer Scheffer destaca versatilidade, trajetória e nova fase no piseiro

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Cantora relembra início em barzinhos, fala sobre influência de grandes nomes femininos e revela próximos passos da carreira

Com mais de 15 anos de estrada, a cantora Jennifer Scheffer construiu uma trajetória marcada pela versatilidade e pela constante reinvenção. Do início em barzinhos e bandas baile até os palcos de Goiânia, a artista acumula experiências que moldaram sua identidade musical e sua conexão com o público.

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Em entrevista, Jennifer fala sobre sua formação artística, influências, projetos recentes e os planos para o futuro.

Você começou a cantar muito jovem, aos 17 anos, passando por barzinhos e bandas baile. Como essas experiências moldaram sua identidade artística e sua forma de se conectar com o público hoje?

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Eu acho que o barzinho e a banda baile me trouxeram muita “cancha”, que é a nossa bagagem, a experiência como profissional. Não só pra mim, mas pra qualquer artista que começou assim. Isso dá uma desenvoltura muito grande pro improviso, porque nesses ambientes tudo pode acontecer.

Às vezes alguém pede uma música que não está ensaiada, ou surge uma situação inesperada, e você precisa saber lidar. Isso me ensinou a dominar o palco e o microfone. Até hoje, nos meus shows, eu sinto muito o público e acabo mudando coisas ao vivo. Cada apresentação acaba sendo única, com momentos especiais em cada cidade.

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Seu repertório no início da carreira passeava por estilos como rock, pop/rock e MPB. De que forma essa diversidade musical influencia o seu jeito de interpretar o sertanejo atualmente?

Eu comecei cantando pop rock e depois fui para a MPB. Também fiz faculdade de canto e estudava ópera. Sempre me considerei uma artista “crossover”, porque eu estudava cada estilo que precisava cantar.

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Cada gênero tem uma forma de cantar, de pronunciar, de entonar. Do lírico, por exemplo, eu trouxe técnicas como vibrato e elementos do bel canto para o sertanejo. Isso faz com que o meu estilo seja um pouco diferente do comercial, mas acredito que isso contribui para uma identidade própria.

Você teve participações em programas de grande audiência como o Domingão do Faustão, A Hora do Faro, Legendários e Máquina da Fama. O que essas experiências representaram para sua carreira?

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Eu praticamente iniciei minha carreira no Domingão do Faustão. Eu ainda não era cantora profissional, tinha postado um vídeo no YouTube e fui chamada como cover da Paula Fernandes.

Depois dessa participação, minha carreira mudou completamente. Foi um divisor de águas, porque comecei a viver de música, fazendo shows e apresentações. A partir dali, fui para outros programas e segui minha trajetória, deixando de ser cover e construindo meu próprio caminho.

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Existe influência de outras mulheres na sua trajetória no sertanejo?

No início, minha maior influência foi a Paula Fernandes, principalmente pela identificação vocal. Depois vieram nomes como Maiara & Maraisa, Simone & Simaria e Marília Mendonça.

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Elas cantavam em regiões mais agudas, e isso me incentivou a explorar mais minha voz. Antes eu tinha vergonha de cantar agudo, mas com o tempo fui me conhecendo melhor e hoje uso minha voz com muito mais liberdade.

A mudança para Goiânia foi um passo importante na sua carreira. Como foi essa decisão?

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Eu abri um show da dupla João Neto & Frederico e eles me incentivaram a ir para Goiânia. Eu vejo essa mudança como uma continuação, não um recomeço.

No Rio Grande do Sul, as oportunidades eram mais limitadas. Já em Goiânia, tudo aconteceu muito rápido. Em dois meses, já tinha empresário e estava gravando DVD. Claro que no começo foi difícil, mas tive ajuda de pessoas que acreditaram em mim e isso fez toda a diferença.

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Em 2019, você gravou o DVD “Ao Vivo em Goiânia”. Qual a importância desse projeto?

Esse DVD foi essencial como portfólio. Eu ainda não tinha um material audiovisual forte, então ele abriu portas para novos contratos.

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Foi a minha primeira gravação ao vivo com público e já aconteceu de forma muito especial. Tinha músicas inéditas e regravações, e foi um grande passo na minha consolidação artística.

Fale um pouco sobre seus lançamentos mais recentes.

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Um dos projetos mais recentes é o álbum “Piseiro da Chefinha”, todo autoral e voltado para o piseiro. A ideia surgiu depois do sucesso da música “Esquece”, que fiz com o Paulo Pires.

O público gostou tanto que decidi investir nesse estilo, e o resultado tem sido muito positivo.

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O projeto “Agora Aguenta Coração” mostra outro lado do seu trabalho. Como surgiu?

Ele nasceu na pandemia, quando não podíamos fazer shows. As pessoas estavam mais introspectivas, buscando músicas que tocassem o coração.

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Gravamos clássicos nacionais e internacionais com uma pegada sertaneja, e o projeto foi um sucesso. Fizemos duas edições e consegui mostrar mais da minha versatilidade e dos meus gostos pessoais.

Em um cenário tão competitivo, o que faz você se destacar no palco?

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Eu acredito muito na personalidade. Não é só sobre cantar bem, mas sobre entreter, conectar.

Hoje, o público quer assistir um espetáculo. Um exemplo é o Natanzinho Lima, que cativa pela forma de se comunicar. Acho que esse conjunto faz a diferença.

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Seu DVD autoral de 2023 marca um momento de maturidade. O que ele revela sobre você como compositora?

Esse projeto tem 10 faixas, todas com composições minhas em parceria. Ele mostra um lado mais romântico, mais sensível.

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É diferente do “Piseiro da Chefinha”, que é mais animado. Esse DVD traz uma Jennifer mais introspectiva e conectada com sentimentos.

Como foi o processo criativo desse DVD?

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A produção ficou por conta de Ricardinho Lopes. Eu gosto de dar liberdade para o produtor criar.

Se eu gosto do resultado, mantenho. Se não, ajustamos juntos. Mas geralmente confio muito no trabalho dos profissionais que escolho, porque acredito que cada um tem seu papel na construção do projeto.

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Quais são os próximos passos da sua carreira?

Estamos finalizando os lançamentos do “Piseiro da Chefinha”, que tem 17 faixas. Depois, vem o DVD “Amor à Moda Antiga”, com participações especiais.

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Também teremos um single com Gustavo Moura & Rafael e estamos selecionando repertório para gravar novos singles ainda este ano. A ideia é continuar produzindo e trazendo novidades para o público.

 

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Assesoria de Imprensa: Flora Alves
Foto: Divulgação

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** A opinião expressa neste texto não é necessariamente a mesma deste site de notícias.

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