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Esporte

Galvão Bueno se emociona com homenagem do SBT e da N Sports em despedida das narrações de Copas do Mundo

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A conquista do bicampeonato mundial da Espanha, com a vitória por 1 a 0 sobre a Argentina na prorrogação, após empate sem gols no tempo normal, marcou o encerramento da Copa do Mundo FIFA 2026 e também um momento histórico para a televisão brasileira. Ao fim da transmissão da decisão, o SBT e a N Sports prestaram uma emocionante homenagem a Galvão Bueno, que anunciou que esta foi sua última narração em Copas do Mundo.

O vídeo exibido pelas duas emissoras reuniu depoimentos de grandes nomes que fizeram parte da trajetória do narrador, entre eles Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Leonardo, Mauro Naves, Arnaldo Cezar Coelho, Tino Marcos, Boni e Fausto Silva. A homenagem foi conduzida pela emocionante crônica escrita e narrada por Mauro Beting, que embalou as imagens relembrando a importância de Galvão para o esporte e para a história das transmissões esportivas no Brasil.

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Visivelmente emocionado, Galvão agradeceu à equipe que participou da cobertura, aos parceiros e, principalmente, ao público que acompanhou as transmissões do SBT e da N Sports ao longo do Mundial.

“É difícil falar depois disso. Sinto-me extremamente realizado. Volto a dizer que estou muito feliz de estar no SBT e na N Sports. Agradeço a todos os meus amigos, aos meus sócios da N Sports, à Daniela e a toda a sua família. Estar na casa de Silvio Santos, neste momento, é muito importante.”

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O narrador também falou sobre o futuro e deixou em aberto a possibilidade de seguir contribuindo com o esporte em outras funções.

“Não sei se daqui a quatro anos vou estar aqui, nem em que condições de saúde estarei. Então, não penso mais em narração. Talvez fazer um comentário em Copa do Mundo ou apresentar um programa, que é uma coisa completamente diferente. Vamos deixar isso em aberto. Deus sabe o que faz. Quero agradecer a toda a minha família. À Lúcia, minha primeira esposa, que infelizmente já se foi, e que me deu a Letícia, o Cacá e o Popó Bueno. E à Desirée, grande amor da minha vida, que está ao meu lado e vive sua sétima Copa do Mundo comigo, cuidando de mim a cada instante.”

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Ao relembrar a cobertura realizada nos Estados Unidos, Galvão fez questão de dividir o reconhecimento com todos os profissionais envolvidos na operação.

“Foi uma coisa tão espetacular essa Copa do Mundo e esses jogos que pude fazer para milhões de brasileiros que nos acompanharam. Quero agradecer também a toda a equipe: à gente que está por trás das câmeras, ao Tiago Galassi, nosso diretor, que esteve aqui a cada instante, à minha galera do caminhão, ao Mário Jorge Guimarães, ao Hebert, à Ana Paula, ao João Ramalho… Enfim, a toda a nossa equipe: câmeras, produtores, pessoal do estúdio. Somos poucos na frente das câmeras, mas o número de profissionais por trás delas é muito maior, tanto aqui nos Estados Unidos quanto na fantástica sede do SBT, em parceria com a N Sports.”

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Por fim, deixou um agradecimento especial aos brasileiros que acompanharam a cobertura das duas emissoras.

“Meu maior agradecimento vai para você, brasileiro, em todas as cidades, capitais e estados. Os números me encantaram, porque foram milhões de brasileiros que entenderam que o trabalho que estava sendo feito carregava o DNA do SBT e da N Sports.”

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Confira, na íntegra, a crônica escrita e narrada por Mauro Beting que conduziu a homenagem do SBT e da N Sports a Galvão Bueno:

Haja coração, amigos. Haja cabeça, haja garganta, haja visão. A antevisão do craque. A de Pelé, a do Galvão. Só o Rei pra abraçar o Galvão no tetra real.

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São 14 mundiais do recordista mundial de jogos narrados em Copas, desde 1974. A deste ano como se fosse o garoto da primeira, há 52 anos. Cheio de sonhos, ideias, ideais, enchendo o ar. Pode ser até enchendo nossa paciência tanto quanto inflando a gente de emoção e de esperança. O “vendedor de emoções”, como ele diz ser. Quem vende o que não tem preço. Só valor.

É o Tetra, é o Penta! Não foi o Hexa, mas vai ser sempre Galvão. Ele disse que agora foi a última Copa dele narrando… A gente achava em 2022 que seria a última do Messi, que a do Cristiano também fosse…

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A torcida se recusa a dizer adeus a um clássico de Copa. Não sai, Galvão. Essa é sua, sempre será. Copa sem Galvão é o Brasil sem Copa: triste, decepcionante, frustrante. 

Nos 100 anos da Copa, em 2030, como a gente vai estar sem ele?

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Cadê o Galvão pra nos animar? Cadê o Galvão pra nos orientar? Cadê o Galvão pra gente até reclamar? Porque faz parte. Parte do esporte, parte da nossa vida. A partida de Galvão é sempre a próxima. Não pode ser a última. 

O SBT abraça o Galvão, como o Galvão abraçou o Brasil. Vamos ter que achar um novo time e um velho jeito para ganhar. Vivemos um drama, diria ele. Agora dizemos nós: não vai ser fácil. Mas mais difícil vai ser achar uma nova voz que saia de dentro da gente. 

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Um drama só vive quem ama. E a gente ama o Galvão.

Será que um dia voltamos em definitivo, como ele diria? Claro que sim. Mas, até lá, a gente só volta mesmo a ser o que somos virando o jogo. Porque definitivo é ele. 

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Pra cima deles, Pelé da narração.

Pra nossa vida, Galvão Bueno

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