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Mercado imobiliário em 2026: perspectivas promissoras e desafios à vista
À medida que nos aproximamos de 2026, o mercado imobiliário brasileiro segue reconfigurando suas dinâmicas após um ciclo de juros elevados e desafios macroeconômicos. Para profissionais da área, investidores e famílias que sonham com a casa própria, as expectativas são de um ano de transição, marcado por mudanças na política monetária, valorização consistente dos imóveis e transformações nas preferências de compra.
Um dos fatores centrais que moldarão o cenário em 2026 é o comportamento da taxa básica de juros, a Selic. Após permanecer em níveis excepcionalmente altos em 2025, pressionando o custo do crédito e limitando o acesso ao financiamento imobiliário, as projeções de mercado apontam para uma redução gradual da Selic ao longo de 2026, possivelmente para níveis por volta de 12,5 % no início do ano, com possibilidade de queda adicional conforme a inflação siga sua trajetória de desaceleração. Essa perspectiva diminui o peso das parcelas e amplia o número de famílias e investidores aptos a buscar crédito imobiliário.
Essa tendência de queda, embora ainda sujeita às decisões do Banco Central, tem implicações profundas. Um ambiente de juros mais baixos deve baratear os financiamentos, impacto que se traduz em maior acessibilidade à compra de imóveis e, segundo especialistas, pode impulsionar o volume de transações e dinamizar o estoque de crédito imobiliário no país.
A continuidade da valorização imobiliária, ainda que em ritmo mais moderado do que em anos anteriores, também é uma tônica para 2026. Mesmo diante dos juros altos de 2025, os preços dos imóveis nas grandes metrópoles brasileiras continuaram crescendo, refletindo uma dinâmica de oferta restrita, urbanização contínua e preferência por imóveis como ativo de proteção patrimonial. Essa tendência de valorização não deve ser interrompida, especialmente em áreas com boa infraestrutura, mobilidade e serviços.
Além disso, novos padrões de demanda estão redesenhando o mercado. A busca por imóveis que incorporem tecnologia, sustentabilidade e qualidade de vida é cada vez mais evidente. Projetos com eficiência energética, sistemas de energia solar, automação residencial e certificações ambientais ganham preferência junto a compradores mais jovens e investidores atentos à valorização de longo prazo.
Outro elemento relevante é a digitalização do setor que vem transformando a experiência de compra e venda, desde a pesquisa de imóveis até a concessão de crédito e gestão pós-venda. Essas inovações tornam o processo mais ágil, transparente e acessível, fator competitivo para o mercado.
Entretanto, o avanço do setor não será isento de desafios. A transição tributária decorrente das reformas recentes exige atenção estratégica por parte de incorporadoras e investidores, que precisarão adaptar seus modelos de custos e precificação.
Em suma, 2026 promete ser um ano de consolidação de tendências estruturais no mercado imobiliário: a redução gradual da Selic deve estimular o crédito e renovar a demanda; a valorização imobiliária deve continuar em centros urbanos e regiões bem localizadas; e a incorporação de tecnologia e sustentabilidade ganha protagonismo na definição de valor dos empreendimentos.
Para os profissionais do setor, isso significa estar preparado para responder a um consumidor mais exigente e um ambiente competitivo mais dinâmico. Para os compradores, representa uma janela de oportunidade para transformar o sonho da casa própria em realidade com condições de financiamento mais atrativas.
Como alguém que há décadas vive a interface entre planejamento urbano, políticas públicas e habitação de interesse social, vejo no próximo ano um momento de grande potencial para transformar o mercado, com oportunidades que podem contribuir, de forma mais ampla, para uma sociedade mais bem estruturada e com maior acesso à moradia digna.
Sobre o autor
Ronaldo Alves dos Reis é Tecnólogo em Saneamento Ambiental pela Unicamp, com especialização em Administração Pública e Gerência de Cidades pelo Instituto Dom Cabral. Ao longo de sua trajetória profissional, construiu sólida experiência na gestão pública e no planejamento urbano.
Atuou como Secretário de Obras e Planejamento Urbano da Prefeitura Municipal de Hortolândia entre 2010 e 2016. Também exerceu a função de Assessor Parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), contribuindo para a articulação entre políticas públicas e demandas sociais.
Atualmente,Reis ocupa o cargo de Dirigente Regional da CDHU, onde segue trabalhando com foco em Habitação de Interesse Social, planejamento urbano e melhoria da qualidade de vida da população.
Nota cedida por: Silvania Silva
Foto: Divulgação
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