Geral
“MOSTRA PITANGA” OCUPA O CCBB RJ COM A MAIOR RETROSPECTIVA DA CARREIRA DE ANTONIO PITANGA
Com 38 filmes, programação reúne clássicos do Cinema Novo, obras raras restauradas, debates, curso gratuito e leitura dramática em merecida homenagem a um dos maiores protagonistas da história do cinema brasileiro.
O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ) apresenta, a partir de 3 de junho, a “Mostra Pitanga”, maior retrospectiva cinematográfica já realizada sobre a trajetória do ator, diretor e ícone do Cinema Novo Antonio Pitanga. Ao longo de quatro semanas, o público poderá assistir, gratuitamente, a 38 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, que atravessam diferentes momentos do cinema brasileiro e ajudam a contar a história de um dos artistas fundamentais para a consolidação do protagonismo negro nas telas do país. Com curadoria de Camila Pitanga e Thiago Ortman, a programação reúne sessões comentadas, debates, curso gratuito, leitura dramática e um catálogo inédito da mostra sobre a carreira do homenageado. O projeto é realizado pela Lúdica Produções, com coordenação-geral de Diogo Cavour e produção-executiva de Ana Gabriela Dickstein.
A retrospectiva revisita obras centrais do Cinema Novo, movimento do qual Pitanga foi um dos rostos mais marcantes, como “Barravento” (1962), de Glauber Rocha; “Ganga Zumba” (1963) e “A Grande Cidade” (1966), de Cacá Diegues; além de “O Pagador de Promessas” (1962), de Anselmo Duarte, primeiro filme brasileiro a concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e único da história a conquistar o prêmio máximo do Festival de Cannes (hoje denominado Palma de Ouro).
Para a curadoria, a escolha dessas obras busca destacar o papel do artista como um elo entre gerações. “Meu pai é um ator contemporâneo e um pilar do cinema brasileiro. Ele tem essa vivência de tradição e de um cinema disruptivo, um cinema de invenção, e vem acompanhando a nossa história. A nossa intenção foi fazer essa ponte entre esse legado que se inaugura no Cinema Novo e o hoje, criando um diálogo também com a cinematografia contemporânea”, pontua Camila Pitanga.
O percurso também joga luz sobre títulos raros da filmografia do ator, como o curta-metragem “Colagem” (1968), de David Neves, o longa “Uma nega chamada Tereza” (1973), de Fernando Coni Campos, obra que tem a presença performática de Jorge Ben, e ainda o contemporâneo “Bom Dia, Eternidade”, único filme de Rogério de Moura, falecido em 2024. Além disso, serão exibidos filmes em versões restauradas em 4K, como “A Grande Feira” (1961) e “Tocaia no Asfalto” (1962), dois longas do cineasta baiano Roberto Pires, precursor do Cinema Novo.
Pitanga, diretor e protagonista de uma história do cinema brasileiro
Entre os destaques da retrospectiva está “Malês” (2025), longa mais recente dirigido pelo homenageado e vencedor do Troféu Jangada de Melhor Filme no Festival de Cinema Brasileiro de Paris, um dos muitos reconhecimentos ao longo de sua trajetória em festivais. O filme terá sessões especiais, uma delas acessível e outra voltada para estudantes. A programação terá ainda sessões comentadas de “A Grande Cidade” (1966), com a participação do gerente da Cinemateca do MAM Rio, Hernani Heffner, e do documentário “Fernando Coni Campos: Cada um Vive como Sonha” (2025), com os realizadores Luis Abramo e Pedro Rossi. Fernando Coni Campos trabalhou com Pitanga em boa parte de sua obra e o filme celebra o ator com grande presença.
A mostra propõe um mergulho no papel de Antonio Pitanga em momentos decisivos da cultura brasileira. Desde “Bahia de Todos os Santos” (1960), de José Hipólito Trigueirinho Neto, obra que lhe rendeu o nome artístico “Pitanga”, o ator baiano esteve ligado às transformações do cinema nacional. Ao longo dos anos 60, atuou em filmes centrais do Cinema Novo, movimento de renovação estética e política do cinema brasileiro marcado por narrativas voltadas às desigualdades sociais e às tensões do país.
No Rio de Janeiro, passou a atuar em obras que abordavam questões sociais e raciais em meio à ditadura militar, como “A Mulher de Todos” (1969), de Rogério Sganzerla, e “Jardim de Guerra” (1970), de Neville d’Almeida.Neste último, a cena em que proferia um monólogo antirracista foi censurada pelo governo da época. Em “Na Boca do Mundo” (1978), sua estreia na direção, Pitanga se une a Zózimo Bulbul e Waldyr Onofre como parte de uma geração pioneira de diretores pretos que ajudaram a abrir espaço para o cinema de realização negra no Brasil.
“Vejo com muita alegria essa semente que trago do passado para o presente e que chega cheia de referências. Nesta década, neste milênio, trago comigo Luiz Gama, Maria Felipa, Joaquim de Oliveira, Milton Santos, Abdias do Nascimento, Ruth de Souza, Léa Garcia, Lélia Gonzalez, Grande Otelo, Maria da Natividade – minha mãe – e o Cinema Novo, que foi a maior revolução do cinema brasileiro nas décadas de 1950 e 60, dando protagonismo ao povo brasileiro. Eu sou o resultado desse protagonismo, ou seja, sou um homem cheio de referências”, celebra Antonio Pitanga, que completa 87 anos no dia 6 de junho, durante a realização da mostra.
Debates, leitura dramática e publicação inédita
A trajetória de Antonio Pitanga também atravessa o teatro e a militância cultural. Como parte da programação, a mostra promove a leitura dramática de “O Poder Negro” (1967), espetáculo de LeRoi Jones censurado durante a ditadura militar em sua montagem brasileira, realizada pelo Teatro Oficina e dirigida por Fernando Peixoto. A leitura será feita integralmente por Ítala Nandi e Pitanga, atores originais da peça, em um reencontro histórico que marca a primeira releitura do texto pelos protagonistas desde a montagem original.
O público também poderá participar do curso gratuito “Oferendas narrativas para uma história dos cinemas negros no Brasil”, ministrado pela pesquisadora e curadora de cinema Janaína Oliveira. O curso visa abrir caminho para possibilidades de reflexões sobre as cinematografias negras no país para além dos debates com base no binômio representação/representatividade, tão presente nas ponderações e práticas atuais. Referência nos estudos sobre cinemas negros e africanos, Janaína é professora do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), professora do PPGCine (da UFF) e consultora da JustFilms – Fundação Ford. As inscrições podem ser feitas através deste link.
A programação reúne ainda mesas de debate, como “A escrita com o corpo: cinema, política e a questão racial no trabalho de Pitanga”, com participação da fotógrafa, diretora e roteirista Safira Moreira e da cineasta, coreógrafa, curadora e pesquisadora Carmen Luz; e “Pitanga e o seu legado”, com mediação da jornalista Maju Coutinho e participação da atriz e poeta Elisa Lucinda, do crítico de cinema Juliano Gomes e do homenageado, Antonio Pitanga.
Segundo o curador Thiago Ortman, a retrospectiva reafirma a importância da trajetória de Pitanga para a história do audiovisual brasileiro e para a consolidação do protagonismo negro no cinema nacional. “Embora haja vitórias e avanços importantes, dos quais Pitanga foi figura fundamental, ainda existe uma longa caminhada rumo à democratização do audiovisual”, afirma.
Complementando a programação, a mostra apresenta seu catálogo inédito sobre a carreira do homenageado. A publicação reúne entrevistas, críticas históricas e textos inéditos, produzidos especialmente para o catálogo, de autores como Joel Zito Araújo, Carmen Luz e Tatiana Carvalho Costa. O livro traz também textos de pesquisadores e críticos, como Jean-Claude Bernardet, José Carlos Avellar e Alex Viany, além de escritos de cineastas como Glauber Rocha e Rogério Sganzerla. O material ainda apresenta fotos de bastidores, documentos de arquivo e textos escritos pelo próprio Pitanga. Na apresentação de quatro ingressos de filmes ou atividades da mostra, os visitantes ganharão um livro-catálogo.
SERVIÇO“Mostra Pitanga”
Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro – CCBB RJ
Período:
3 a 29 de junho de 2026
Entrada gratuita mediante ingressos disponíveis na bilheteria física ou no site do CCBB (bb.com.br/cultura)
Classificação Indicativa: Consulte a programação
Instagram: @mostrapitanga
Curadoria: Camila Pitanga e Thiago Ortman
Produção: Diogo Cavour (Lúdica Produções) e Ana Gabriela Dickstein
Patrocínio: Banco do Brasil
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
PROGRAMAÇÃO COMPLETA
3 de junho (Quarta-feira)
15h — Programa de curtas 1: Colagem (David Neves, 1968) — 12 min.; Águas de Menino — A feira do Cinema Novo (Fabíola Aquino, 2012) — 52 min.; Tudo que é apertado rasga (Fábio Rodrigues Filho, 2019) — 27 min. — total: 91 min.
17h — Ganga Zumba (Cacá Diegues, 1963) — 100 min.
19h — Barravento (Glauber Rocha, 1962) — 80 min.
4 de junho (Quinta-feira)
14h — Menino de engenho (Walter Lima Jr., 1965) — 110 min.
16h30 — Cinema Novo (Eryk Rocha, 2016) — 92 min.
18h30 — A grande cidade (Cacá Diegues, 1966) — 83 min.
5 de junho (Sexta-feira)
14h — Pitanga (Beto Brant e Camila Pitanga, 2016) — 113 min.
16h20 — Na boca do mundo (Antonio Pitanga, 1978) — 100 min.
18h30 — Bahia de Todos os Santos (Trigueirinho Neto, 1960) — 100 min.
6 de junho (Sábado)
14h — Quando o carnaval chegar (Cacá Diegues, 1972) — 100 min.
16h — A grande feira (Roberto Pires, 1961) — 91 min.
18h — Malês (Antonio Pitanga, 2024) — 113 min.
7 de junho (Domingo)
14h — Casa de antiguidades (João Paulo Miranda Maria, 2020) — 87 min.
16h — O pagador de promessas (Anselmo Duarte, 1962) — 91 min.
18h — Leitura da peça O poder negro, com Antonio Pitanga e Ítala Nandi — 90 min.
8 de junho (Segunda-feira)
14h — Programa de curtas 2: Premonição (Pedro Abib, 2011) —13 min.; O terno do Zé (Fabiano Soares, 2012) — 21 min.; O velho rei (Ceci Alves, 2013) — 10 min.; Riscados pela memória (Alex Vidigal, 2018) — 21 min.; Olhos de Cachoeira (Adler Paz, 2020) — 20 min. — total: 85 min.
16h — Rio Babilônia (Neville D’Almeida, 1982) — 115 min.
18h30 — Jardim de guerra (Neville D’Almeida, 1970) — 91 min.
10 de junho (Quarta-feira)
14h20 — Bom dia, eternidade (Rogério de Moura, 2010) — 78 min.
16h — A mulher de todos (Rogério Sganzerla, 1969) — 93 min.
18h30 — Tocaia no asfalto (Roberto Pires, 1962) — 91 min.
11 de junho (Quinta-feira)
14h30 — Compasso de espera (Antunes Filho, 1973) — 94 min.
16h20 — Esse mundo é meu (Sérgio Ricardo, 1964) — 79 min.
18h — Mesa 1: “A escrita com o corpo: cinema, política e a questão racial no trabalho de Pitanga”, com Safira Moreira e Carmen Luz — 120 min.
12 de junho (Sexta-feira)
14h — Ladrões de cinema (Fernando Coni Campos, 1977) — 106 min.
16h20 — Uma nega chamada Tereza (Fernando Coni Campos, 1973) — 80 min.
18h — Fernando Coni Campos: cada um vive como sonha (Luis Abramo e Pedro Rossi, 2025) + conversa com os diretores — 89 min. + 30 min.
13 de junho (Sábado)
13h — Juliana do amor perdido (Sérgio Ricardo, 1970) — 108 min.
15h — Lampião, o Rei do Cangaço (Carlos Coimbra, 1963) — 103 min.
14 de junho (Domingo)
13h30 — Ganga Zumba (Cacá Diegues, 1963) — 100 min.
15h30 — Quilombo (Cacá Diegues, 1984) — 119 min.
18h — Pitanga (Beto Brant e Camila Pitanga, 2016) — 113 min.
15 de junho (Segunda-feira)
14h — Quando o carnaval Chegar (Cacá Diegues, 1972) — 100 min.
16h — Programa de curtas 1: Colagem (David Neves, 1968) — 12 min.; Águas de Menino – A feira do Cinema Novo (Fabíola Aquino, 2012) — 52 min.; Tudo que é apertado rasga (Fábio Rodrigues Filho, 2019) — 27 min. — total: 91 min.
18h — Chico Rei (Walter Lima Jr., 1985) — 115 min.
17 de junho (Quarta-feira)
15h — Programa de curtas 2: Premonição (Pedro Abib, 2011) — 13 min.; O terno do Zé (Fabiano Soares, 2012) — 21 min.; O velho rei (Ceci Alves, 2013) — 10 min.; Riscados pela memória (Alex Vidigal, 2018) — 21 min.; Olhos de Cachoeira (Adler Paz, 2020) — 20 min. — total: 85 min.
17h — Tocaia no asfalto (Roberto Pires, 1962) — 91 min.
19h — Rio Babilônia (Neville D’Almeida, 1982) — 115 min.
18 de junho (Quinta-feira)
14h — Juliana do amor perdido (Sérgio Ricardo, 1970) — 108 min.
17h30 — Sessão comentada: A grande cidade (Cacá Diegues, 1966) + conversa com Hernani Heffner — 83 min. + 60 min.
19 de junho (Sexta-feira)
14h — Curso (dia 1): “Oferendas narrativas para uma história dos cinemas negros no Brasil”, com Janaína Oliveira — 90 min.
16h — Esse mundo é meu (Sérgio Ricardo, 1964) — 79 min.
18h — Bom dia, eternidade (Rogério de Moura, 2010) — 78 min.
20 de junho (Sábado)
14h — Curso (dia 2): “Oferendas narrativas para uma história dos cinemas negros no Brasil”, com Janaína Oliveira — 90 min.
16h — Compasso de espera (Antunes Filho, 1973) — 94 min.
18h — Jardim de guerra (Neville D’Almeida, 1970) — 91 min.
21 de junho (Domingo)
14h — Curso (dia 3): “Oferendas narrativas para uma história dos cinemas negros no Brasil”, com Janaína Oliveira — 90 min.
16h — Um dia com Jerusa (Viviane Ferreira, 2020) — 74 min.
17h30 — A idade da Terra (Glauber Rocha, 1980) — 148 min.
22 de junho (Segunda-feira)
14h20 — Bahia de Todos os Santos (Trigueirinho Neto, 1960) — 100 min.
16h40 — Chico Rei (Walter Lima Jr., 1985) — 115 min.
19h — A mulher de todos (Rogério Sganzerla, 1969) — 93 min.
24 de junho (Quarta-feira)
13h — Lampião, o Rei do Cangaço (Carlos Coimbra, 1963) — 103 min.
15h — Quilombo (Cacá Diegues, 1984) — 119 min.
25 de junho (Quinta-feira)
14h — Casa de antiguidades (João Paulo Miranda Maria, 2020) — 87 min.
16h — A grande feira (Roberto Pires, 1961) — 91 min.
18h — O pagador de promessas (Anselmo Duarte, 1962) — 91 min.
26 de junho (Sexta-feira)
14h — Compasso de espera (Antunes Filho, 1973) — 94 min.
16h — Cinema Novo (Eryk Rocha, 2016) — 92 min.
18h — Menino de engenho (Walter Lima Jr., 1965) — 110 min.
27 de junho (Sábado)
14h — Barravento (Glauber Rocha, 1962) — 80 min.
15h40 — A idade da Terra (Glauber Rocha, 1980) — 148 min.
18h30 — Ladrões de cinema (Fernando Coni Campos, 1977) — 106 min.
28 de junho (Domingo)
14h — Mesa 2: “Pitanga e o seu legado”, com Maju Coutinho (mediação), Elisa Lucinda, Juliano Gomes e Antonio Pitanga — 120 min.
16h30 — Na boca do mundo (Antonio Pitanga, 1978) — 100 min.
18h30 — Malês (Antonio Pitanga, 2024) — 113 min.
29 de junho (Segunda-feira)
18h — Pitanga (Beto Brant e Camila Pitanga, 2016) — 113 min.
ATIVIDADES PARALELAS
Leitura dramática da peça O poder negro, com Antonio Pitanga e Ítala Nandi
7 de junho (domingo), às 18h
Mesa de debate “A escrita com o corpo: cinema, política e a questão racial no trabalho de Pitanga”, com Safira Moreira e Carmen Luz
11 de junho (quinta-feira), às 18h
Exibição do documentário Fernando Coni Campos: cada um vive como sonha, com a presença dos diretores Luis Abramo e Pedro Rossi
12 de junho (sexta-feira), às 18h
Sessão comentada de A grande cidade, com Hernani Heffner
18 de junho (quinta-feira), às 17h30
Curso “Oferendas narrativas para uma história dos cinemas negros no Brasil”, ministrado por Janaína Oliveira
19, 20 e 21 de junho (sexta-feira a domingo), das 14h às 15h30
Inscrições: Link
Mesa de debate “Pitanga e o seu legado”, com Maju Coutinho (mediação), Elisa Lucinda, Juliano Gomes e Antonio Pitanga
28 de junho (domingo), às 14h
CURADORES
Camila Pitanga
Camila Pitanga é atriz, diretora e produtora brasileira. Em 2016, tornou-se a primeira personalidade das Américas nomeada Embaixadora da ONU Mulheres. Venceu o prêmio de Melhor Atriz no Festival do Rio por Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios (2011) e dirigiu, ao lado de Beto Brant, o documentário Pitanga (2017), vencedor do prêmio de Melhor Filme Brasileiro na 40ª Mostra de Cinema de São Paulo. Em 2025, participou do elenco de Malês, longa dirigido por Antonio Pitanga. No cinema, atuou em produções como Caramuru: a invenção do Brasil (2001), Redentor (2004) e Saneamento básico, o filme (2007). Na televisão, destacou-se em novelas como A próxima vítima (1997), Paraíso tropical (2007) e Lado a lado (2012), vencedora do 41º Emmy Internacional de Melhor Novela, além da série Aruanas (2019-2021) e da novela Beleza fatal (2025).
Thiago Ortman
Formado em Cinema e Mestre em Literatura, Cultura e Contemporaneidade, pela PUC-Rio. Atua como roteirista, curador e produtor cultural. Foi curador de mostras como O Cinema Argentino Conta suas Histórias Mínimas (Caixa Cultural, 2018), O Samba Pede Passagem (Caixa Cultural, 2015) e as primeiras edições do festival Corpos da Terra(2017, 2018). Como produtor, realizou Nouvelle Vague Japonesa: Lirismo e Subversão (Caixa Cultural, 2025), Do Sonho à Realidade: Cinema e Inteligência Artificial (Caixa Cultural, 2025), Peter Bogdanovich – Uma Vida para o Cinema (Caixa Cultural, 2024), Fantasmas da Terra: A Poética de Apichatpong Weerasethakul (Caixa Cultural, 2024), De Portugal para o Mundo (CCBB, 2021) e Buster Keaton – O Mundo É um Circo (CCBB, 2018). Também segue produzindo o festival de cinema e culturas indígenas Corpos da Terra.
PRODUTORES
Lúdica Produções
Presente no cenário audiovisual e cultural carioca desde 2009, a Lúdica Produções se especializou na realização de eventos culturais, como mostras de cinema, festivais e exposições. Entre as suas produções, destacam-se mostras como Do Sonho à Realidade – Cinema e Inteligência Artificial (Caixa Cultural, 2025), Sonho é Subversão – 100 Anos de Surrealismo no Cinema (Caixa Cultural, 2024), Ecos de 1922 – Modernismo no Cinema Brasileiro (CCBB RJ, SP e DF, 2022), além das quatro edições do festival Corpos da Terra. Já entre suas principais exposições, estão Niura Bellavinha – Em Torno da Luz (Oi Futuro Flamengo, 2014) e Luciano Figueiredo e Óscar Ramos – Gráfica Poética (Oi Futuro Flamengo, 2023).
Diogo Cavour (coordenação-geral)
Formado em Cinema e Mestre em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Atua no cenário artístico-cultural carioca desde 2005, especializando-se na curadoria e produção de eventos, como mostras de cinema, festivais e exposições. Como produtor, realizou mostras como: Do Sonho à Realidade – Cinema e Inteligência Artificial (Caixa Cultural, 2025), Peter Bogdanovich – Uma Vida para o Cinema (Caixa Cultural, 2024), Ecos de 1922 – Modernismo no Cinema Brasileiro (CCBB RJ, SP e DF, 2022) e Buster Keaton – O Mundo É um Circo (CCBB RJ, SP e DF, 2018).
Ana Gabriela Dickstein (produção-executiva)
Graduada em Jornalismo pela ECO/UFRJ e doutora em Letras pelo Programa de Pós-Graduação em Literatura, Cultura e Contemporaneidade da PUC-Rio, com estágio de doutorado na Princeton University/EUA. Tem atuado como docente em instituições como a UFRJ, a UFF e a PUC-Rio, entre outras. Curadora, pesquisadora e produtora cultural, realizou, entre outros, Mademoiselle Cinema, Rio de Janeiro e Modernidade (2022-2024) e Sonho é Subversão: 100 Anos de Surrealismo no Cinema (Caixa Cultural RJ, 2024). É autora do livro O Brasil de Jack Smith: arte queer, tropicalista e underground (Eduerj), semifinalista do Jabuti Acadêmico 2025, na categoria Artes.
SOBRE O CCBB RJ
Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 36 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros, e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: para tudo que você imaginar.
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – Rio de Janeiro – RJ
Tel.: (21) 3808-2020
Informações sobre programação, acessibilidade, estacionamento e outros serviços: bb.com.br/cultura
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Funcionamento: De quarta a segunda-feira, das 9h às 20h (fecha às terças-feiras).
ATENÇÃO: Domingos, das 8h às 9h – horário de atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes, conforme determinação legal (Lei Municipal nº 6.278/2017)
Nota cedida por: Marrom Glacê Comunicação
Foto: Leandro Tumenas
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