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MP aciona Amazon por veicular anúncios na Prime Video em planos pagos

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MPGO propôs uma ação civil coletiva por conta da cobrança de valores adicionais para evitar a “degradação da qualidade do serviço” com as propagandas

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O Ministério Público de Goiás (MPGO) propôs, nesta terça-feira, 6, uma ação civil coletiva de proteção ao consumidor que obrigue a Amazon Serviços de Varejo do Brasil Ltda., responsável pela plataforma Prime Vídeo, a suspender práticas consideradas abusivas, como a inserção de propagandas publicitárias que interrompem filmes e séries durante a fruição do conteúdo contratado.

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Também chamaram atenção do órgão a cobrança de valores adicionais, a degradação da qualidade do serviço, a ausência de um canal específico para esclarecimentos e solução de problemas diversos. 

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Segundo o promotor de Justiça Élvio Vicente da Silva, a ação visa ainda proteger integralmente os futuros consumidores, que irão adquirir novos planos na plataforma Prime Vídeo. Em âmbito geral, o MPGO pretende pedir a adequação de todos os contratos oferecidos pela empresa, a confirmação dos pedidos liminares concedidos, bem como o pagamento de indenização por danos morais coletivos milionário.  

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Élvio Vicente esclarece que a lista de irregularidades é longa e inclui ainda, por exemplo, venda casada, impossibilidade de renúncia antecipada, violação ao princípio da conservação contratual e ausência da proteção especial aos consumidores hipervulneráveis e hipossuficientes.

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Em relação aos novos contratos, o MPGO deve pedir que haja informação precisa quanto à diferença dos valores, quantidade, duração e frequência das publicidades e propagandas.

Streaming com intervalos comerciais

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O mercado de streaming no Brasil tem um número considerável de usuários. Estima-se que, até 2028, o Brasil tenha 85 milhões de assinantes de streaming, com um crescimento anual projetado de 9,5%. Em termos absolutos, 31,1 milhões de lares tinham acesso a serviços pagos de streaming de vídeo em 2022. A Netflix, por exemplo, tem mais de 25 milhões de assinantes no Brasil, sendo o serviço de streaming mais assistido.

Com valores relativamente baixos, muitos consumidores trocaram a televisão para assistir a programas sem interrupções no streaming. A tendência chacoalhou a indústria do entretenimento e trouxe uma experiência nova e sob demanda aos consumidores.

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Com o crescimento das despesas e precisando dar retorno aos acionistas, as empresas incluíram anúncios em seus produtos para manter a fatia do público que não estava disposta a pagar mais caro. No final de setembro de 2023, por exemplo, a Amazon inclui anúncios no seu serviço Prime Vídeo, juntando-se a outras empresas do ramo que já embarcaram na mudança.

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Os consumidores de streaming voltarão a uma situação semelhante à anterior, com intervalos comerciais e um valor pago que pode chegar próximo aos pacotes da TV a cabo — em casos, por exemplo, em que um usuário assina várias plataformas em pacotes compartilhados.

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Essa mudança ocorre no momento em que muitas empresas do setor enfrentam grandes dívidas, diz Anthony Palomba, professor da Escola de Negócios Darden da Universidade da Virgínia, nos EUA.

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