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Paraibana Mayana Neiva estreia como diretora em documentário lançado mundialmente nos EUA

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Paraibana Mayana Neiva estreia como diretora em documentário lançado mundialmente nos EUA

”Onde Eu Começo?” foi exibido durante o Beverly Hills Film Festival, no Chinese Theatre, em Los Angeles

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O documentário Onde Eu Começo?, dirigido pela multiartista paraibana Mayana Neiva, teve sua estreia mundial na última segunda-feira, 13, durante o Beverly Hills Film Festival nos Estados Unidos. A exibição ocorreu no tradicional Chinese Theatre em Hollywood, em Los Angeles, marcando o início da trajetória internacional da produção.

O filme propõe uma reflexão sobre identidade, memória e afetos na contemporaneidade. Nesse contexto, a artista então radicada em Nova York, retorna ao sertão da Paraíba, em busca de suas origens, em um percurso que combina deslocamento geográfico e reencontro emocional com as suas raizes familiares em especial seus avós paternos: José e Eulália Neiva.

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“Cada fotografia é um pedaço de pele autobiográfico, uma carta, um filme, um álbum de família”, diz Mayana.

“Às vezes é preciso refazer a curva do tempo, para entender onde a gente começa, o que é nosso, de verdade. Quando percebi que estava longe demais de mim, eu senti que era tempo de voltar”, completa a artista, que atualmente vive um dos melhores momentos da sua carreira.

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O show “Tá Tudo Aqui Dentro”, no qual presta uma homenagem às mulheres, vem percorrendo o Brasil, com excelente aceitação do público. Com a palestra “A Felicidade Não Está Lá Fora”, Mayana discute temas relacionados à natureza da mente, meditação e criatividade e faz um convite para o reencantamento da vida.

*Sobre o filme*

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Dirigindo o seu primeiro filme, a atriz e cantora Mayana Neiva registra inquietações sobre os afetos na vida moderna e propõe, numa narrativa introspectiva, um encontro com suas origens. Num tempo reverso ao biográfico, a artista radicada em Nova York decide retornar. Da moderna metrópole ao sertão da Paraíba, o percurso é geográfico e afetivo e o que se persegue são fragmentos de história:
“Às vezes é preciso refazer a curva do tempo para entender onde a gente começa, o que que é nosso de verdade. Quando eu percebi que estava longe demais de mim, eu senti que era tempo de voltar.” Afirmam a diretora sobre a motivação do projeto.
A busca conduz a artista ao amor dos avós. O nexo constituído pelas fotografias forja nas paragens memorialísticas o mito da paisagem inicial. A narrativa de Mayana se mistura a narrativa familiar e a história se ramifica num continuum que remete a um passado, mas que também imagina futuros possíveis.
O questionamento inicial “De onde eu começo?” se desdobra numa reflexão inquietante sobre as relações na atualidade: como fazer caber no frenesi da vida hiper conectada e contemporânea, o tempo diminuto e silencioso dos afetos?
O gesto que o curta traça é o passeio por um álbum de família em que a memória é ao mesmo tempo ancoragem e invenção. Embora trate-se de um documentário, na voz da própria artista o que nasce, mais do que um encontro consigo, é uma invenção de si. A experiência intimista forja uma experiência artística: imagem sobre imagem e a palavra costura o que o preto e branco das fotos insinua. Recria-se a história dos avós, o nascimento do amor, a história de si. O desejo de inventar, de existir, de falar de amor em tempos hostis, são questões ineludíveis que se armam no correr dos minutos.
A linguagem do filme também encarna a dialética do tempo, por um lado as fotos em preto e branco, a melodia de Ataulfo Alves cantada pela avó, as festas de família; o tempo lento. Por outro lado, a celeridade da montagem, imagens que se sobrepõe, aparecem e desaparecem, sucedem-se e se dissipam. É o forcejo entre o perene da fotografia e a fugacidade da imagem, entre o tempo lento dos afetos e a efemeridade dos encontros.
“Cada fotografia é um pedaço de pele autobiográfico, uma carta, um filme, um álbum de família.”

Sinopse: “De onde eu começo?” pergunta que atravessa o tempo, ora como ancoragem do passado ora como questionamento do por vir. Nesse documentário intimista, a atriz e cantora Mayana Neiva se embrenha pelos sertões de suas memórias e como quem folheia um álbum de fotos, borra os limites entre e o passado e o presente, entre o tempo lento e a urgência, em busca de suas raízes. Numa costura que aproxima Nova York da Paraíba, erige-se uma cartografia afetiva que traz o amor dos avós como uma linguagem para indagar as relações contemporâneas.

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O roteiro é assinado por Mayana Neiva em parrceria com Duda Casoni, que também responde pela montagem. A produção executiva é de Mayana Neiva e Vladimir Neiva, com coprodução da Ladaia Filmes Pedro Formigoni e André Bulscoshi. A direção de fotografia é de Kennel Roggis, enquanto as imagens de arquivo são de Vladimir Neiva e José Neiva.

Completam a equipe Patrícia Menezes, responsável pela identidade visual; Magi Batalla, na finalização de som; e Gabriella Fischer, na gestão de eventos. O elenco conta com participações de Inaldo Torres e Rafael Soares Nunes.

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A participação no festival marca o início da circulação do filme por Festivais de cinema e mostras especializadas, estratégia comum em produções independentes. Ainda não há confirmação de lançamento comercial no Brasil, seja em salas de cinema ou plataformas de streaming.

SERVIÇO:

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– Lançamento mundial: *Onde Eu Começo?*

– ⁠Data: 13 de abril de 2026

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– ⁠Evento: Beverly Hills Film Festival

– ⁠Local: Chinese Theatre, Los Angeles (EUA)

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– ⁠Hora: 13h30 (horário de Brasília)

– ⁠Sessão: Estreia mundial (première)

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Nota cedida por: Dilvani Alves

Foto: Divulgação

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