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CARU lança “Longe da Bahia”, primeiro single de “AURORA”, álbum inspirado na história e nas memórias da avó

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Canção de Teago Oliveira ganha nova versão produzida por Jan Santoro, com percussão de Japa System

Ouça aqui: https://youtu.be/9NSf_iGr8Lc

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Quando CARU cantou “Longe da Bahia” pela primeira vez para o público, estava diante de uma câmera. Do outro lado da transmissão, em Salvador, estavam seus pais e sua avó, Dona Shirley. Era 2020, durante a pandemia, e a cantora, isolada no Rio de Janeiro, encontrou na música de Teago Oliveira, da banda Maglore, uma maneira de encurtar a distância que naquele momento parecia ainda maior.

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Convidada para participar de uma edição online do Festival Faro, CARU incluiu a faixa no repertório e a cantou como se estivesse diante da família. A experiência marcou a artista e transformou a música em algo íntimo dentro de sua trajetória. Agora, “Longe da Bahia” ganha uma nova versão e abre o caminho para “AURORA”, seu primeiro álbum de estúdio, previsto para março de 2027, depois de quase uma década de experimentações entre singles e EPs.

“É a música do meu retorno pós-pandêmico. Virou o aviso de que eu estava voltando, para a Bahia, para minhas raízes, para mim mesma. Não é a chegada de quem chega de novo: é a chegada de quem nunca esqueceu o caminho”, conta CARU.

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Natural de Feira de Santana, a cantora vive no Rio de Janeiro há quase dez anos. A experiência de estar entre lugares diferentes atravessa “Longe da Bahia”, uma canção sobre distância, pertencimento e a saudade daquilo que continua próximo mesmo quando existe um oceano – ou uma cidade – no caminho.

A história de “AURORA” também começa dentro da família. O avanço da perda de memória de Dona Shirley foi um dos impulsos para CARU transformar em música as histórias e os ensinamentos compartilhados entre as duas. O disco nasce, assim, do desejo de registrar e elaborar esse universo afetivo enquanto ele ainda pode ser revisitado pela memória da própria artista.

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Para traduzir essa geografia afetiva na gravação, CARU convidou Japa System, também nascido em Feira de Santana e com trajetória ligada a BaianaSystem e Timbalada, para conduzir a percussão. A escolha aproxima a faixa da Bahia que a cantora carrega consigo, especialmente de Salvador e da Gamboa, lugar ligado às suas memórias.

Na produção de Jan Santoro, a música ganha ainda uma perspectiva carioca, com o cavaquinho da instrumentista Laila Aurore. O encontro entre a percussão e o cavaquinho dá à faixa um caráter mais dançante, que CARU associa ao mar de Salvador.

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“A música, se tivesse cheiro, teria cheiro de mar de manhãzinha.”

Para ela, a saudade presente na faixa não é necessariamente triste.

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“É uma saudade que quando você lembra, você sorri levemente. Saudade de algo ou alguém que te faz suspirar”, define.

O lançamento também apresenta um dos personagens que fazem parte do universo visual de “AURORA”: uma papagaia inspirada no animal de estimação de Dona Shirley. A ave aprendeu a falar como a avó de CARU e acabou se tornando parte importante das memórias da cantora. Criada pela designer Caren Cê a partir de uma ideia da própria artista, a personagem aparecerá nos conteúdos visuais relacionados às faixas do projeto.

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“AURORA” nasce dessa relação entre avó e neta e do desejo de CARU de transformar em música histórias, lembranças e ensinamentos que fazem parte de sua trajetória. A partir desse universo familiar, o álbum também atravessa temas como território, pertencimento e identidade. O título vem da cidade cearense onde Dona Shirley nasceu.

Antes, “Longe da Bahia” abre esse caminho a partir de uma história específica: a de quem precisou estar longe de casa e encontrou na música uma maneira de voltar.

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FICHA TÉCNICA

Letra: Teago Oliveira

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Intérprete (Voz): CARU

Produção/Arranjo: Jan Santoro

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Co-produção: CARU

Base / Beat: Japa System

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Cavaquinho: Laila Aurore

Guitarra pica pau, violão de nylon levada/acordes, guitarra acordes: Jan Santoro

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Baixo: Nathanne Rodrigues

Engenheiro áudio: Iuri Nascimento

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Mixagem: Rafaela Prestes

Masterização: Edu Lopes

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LETRA

De onde essa gente vem?

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Que eu quero seguir também

Pra onde essa gente vai?

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Me leva pra onde sai

Havia uma roda ali

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Caminho de búzio aqui

De um povo ancestral

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Da reza em nosso quintal

Ai antes eu não sofria

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Agora dói até pensamento

Eu já não sei viver tão longe de você, Bahia

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Eu quero muito ir pra casa

Eu quero ver mãinha

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Eu vou e volto mas se desse eu nem voltaria

Eu trago a fita de lembrança pra você

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Bahia terra sem lei

Bahia terra sem rei

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Do canto dos orixás

Coronéis e capataz

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De onde essa gente vem?

Magia por lá também

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Pra onde essa gente vai?

Me leva pra onde sai

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Ai antes eu não sofria

Agora dói até pensamento

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Eu já não sei viver tão longe de você, Bahia

Eu quero muito ir pra casa

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Eu quero ver mãinha

Eu vou e volto mas se desse eu nem voltaria

Publicidade

Eu trago a fita de lembrança pra você

Nota cedida por: Assessoria Bianco

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Foto: Divulgação

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** A opinião expressa neste texto não é necessariamente a mesma deste site de notícias.

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