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Dia Mundial da Fotografia: fotógrafa deixa o mundo corporativo para registrar o fundo do mar

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Fabi Fregonesi celebra a data relembrando sua trajetória, que começa no mercado de publicidade e se transforma em diversas premiações da fotografia subaquática

Celebrado em 19 de agosto, o Dia Mundial da Fotografia exalta uma das formas mais poderosas de registrar histórias, despertar emoções e ampliar a forma como enxergamos o mundo. Não apenas tradicionalmente todo tipo de imagem pode ser registrado, inclusive embaixo do mar. É assim que a fotógrafa subaquática Fabi Fregonesi se tornou um dos principais nomes brasileiros da área, após deixar para trás duas décadas de atuação no mercado de publicidade.

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Sua história reflete o desejo por trás do dia a dia de muita gente. Uma pesquisa global da PwC publicada no ano passado mostra que a busca por propósito tem se tornado um dos principais fatores de satisfação profissional. Segundo o estudo, 63% dos trabalhadores brasileiros afirmam ter encontrado uma carreira com propósito, enquanto o restante ainda busca maior alinhamento entre trabalho, realização pessoal e impacto gerado. O levantamento ajuda a explicar movimentos cada vez mais frequentes de transição profissional, como é o caso de Fabi.

Antes de se tornar uma das fotógrafas subaquáticas mais premiadas do Brasil, Fabi construiu uma sólida carreira no mercado corporativo. Cresceu profissionalmente e passou parte significativa de sua trajetória no Google, participando de projetos de grande escala. Ainda assim, passou a questionar se aquele continuaria sendo o caminho que desejava seguir pelos próximos anos.

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A reflexão ganhou novos contornos em 2023, quando enfrentou um grave problema de saúde. Diagnosticada com diverticulite com perfuração intestinal, precisou passar por cirurgia e foi internada quatro vezes ao longo do ano. Durante uma viagem à África do Sul, ouviu da equipe médica que sua condição representava risco de vida. A experiência serviu como um catalisador para repensar prioridades e objetivos pessoais.

Mesmo diante desse cenário, a decisão não aconteceu da noite para o dia. Fabi começou a desenhar possibilidades para o futuro, avaliando cenários e estruturando uma eventual transição profissional. Além de se preparar tecnicamente para a nova carreira, também se organizou financeiramente para que pudesse fazer essa mudança com segurança e sem depender de resultados imediatos na fotografia. Em 2024, uma reestruturação interna no Google acelerou esse processo e levou Fabi a antecipar uma decisão que já vinha sendo planejada. A saída da empresa, no entanto, partiu dela, que decidiu aproveitar o momento para transformar em profissão uma paixão que já fazia parte de sua vida havia muitos anos.

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“Existe uma ideia de que mudanças de carreira acontecem apenas porque alguém decidiu largar tudo e seguir um sonho. Não foi assim comigo. Eu mergulhava desde 2009 e fotografava debaixo d’água desde 2012. Antes de fazer a transição, também me preparei financeiramente para ter tranquilidade durante esse período de mudança. Reconheço que tive o privilégio de poder fazer esse planejamento e sei que, infelizmente, essa não é uma possibilidade disponível para todo mundo. Sabia que construir uma nova carreira levaria tempo e que eu não poderia depender de um retorno financeiro imediato. Quando resolvi fazer essa transição, já existia uma base construída. Houve muito planejamento, estudo e preparação antes de transformar essa paixão em profissão”, afirma Fregonesi.

A relação com o mar, que começou como hobby, ganhou um significado ainda mais profundo ao longo dos anos. Durante os mergulhos, Fabi percebeu que a fotografia poderia ser mais do que uma expressão artística. Poderia funcionar como uma ferramenta de educação e preservação ambiental.

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“Em cada mergulho eu encontrava paisagens, animais e ecossistemas que poucas pessoas têm a oportunidade de conhecer. A fotografia se tornou uma forma de aproximar o público desse universo. Quando as pessoas se encantam, elas passam a valorizar e proteger aquilo que estão vendo”, explica a fotógrafa.

O reconhecimento internacional veio rapidamente. Fabi tornou-se a primeira brasileira, entre homens e mulheres, a subir ao pódio do Underwater Photographer of the Year, considerado o principal prêmio mundial da fotografia subaquática. Ela conquistou o terceiro lugar na categoria “Wrecks” (Naufrágios), disputada por mais de 6.500 imagens de fotógrafos de diversos países. Na mesma edição, ainda teve duas fotografias finalistas e outras duas classificadas para as quartas de final.

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Além disso, nos últimos dois anos, acumulou mais de 30 premiações internacionais em concursos como One Eyeland Award, Scuba Diving Magazine Through Your Lens, Ocean Geographic Pictures of the Year, 35 Awards e Sony World Photography Awards, consolidando seu nome entre os principais representantes da fotografia subaquática e de natureza no Brasil.

“Existe uma romantização da coragem de ter mudado da água para o vinho e ter dado tão certo, mas a verdade é que as grandes decisões ficam mais sólidas quando são acompanhadas de preparação. Eu não abandonei uma carreira para descobrir o que fazer depois. Construí um novo caminho durante anos até estar pronta para seguir por ele. E esse caminho sempre contou com a minha paixão pela fotografia”, afirma Fabi.

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No Dia Mundial da Fotografia, sua trajetória ajuda a mostrar que imagens podem contar histórias muito além do enquadramento. Algumas delas começam em escritórios, passam por desafios pessoais profundos e encontram no oceano uma nova forma de enxergar o mundo.

Sobre Fabi Fregonesi

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Fabi Fregonesi é uma fotógrafa subaquática brasileira que transformou uma virada pessoal em propósito profissional, unindo arte e conscientização ambiental. Depois de duas décadas na publicidade, passou a usar a fotografia como meio de inspirar novas formas de olhar e preservar o mar.

Reconhecida internacionalmente por sua técnica e sensibilidade, foi a primeira brasileira a subir ao pódio do Underwater Photographer of the Year, alcançando o 3º lugar na categoria “Wrecks” (Naufrágios), entre mais de 6.500 imagens inscritas. Com mais de 30 prêmios internacionais em apenas dois anos — como One Eyeland Award e Sony World Photography Awards —, Fabi se consolida como uma das principais referências da fotografia de natureza e arte subaquática no país.

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Nota cedida por: EDB Comunicação
Foto: Divulgação

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** A opinião expressa neste texto não é necessariamente a mesma deste site de notícias.

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