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O álbum morreu? Na era do TikTok, artistas transformam discos em histórias
Em um cenário dominado por plataformas de streaming, vídeos curtos e maratonas de séries, artistas transformam discos em experiências narrativas para disputar a atenção do público
Em uma era dominada por plataformas de streaming, vídeos curtos e maratonas de séries, alguns artistas têm começado a questionar se o formato tradicional de álbum ainda é suficiente para prender a atenção do público. O álbum não compete mais apenas com outros álbuns. Ele compete com Netflix, TikTok, YouTube e videogames pela mesma atenção limitada do público. Diante desse cenário, muitos projetos passaram a ser construídos para oferecer mais do que música, combinando narrativa, imagem, performance e experiência.
É nesse movimento que se encaixa o JESTFLY, projeto criado por Diego SPY, que transformou o álbum Back To Reality em uma obra dividida entre 16 faixas, quatro videoclipes conectados, livesets organizados em atos e uma identidade visual própria. Segundo o artista, a proposta nasceu da percepção de que as pessoas passaram a consumir entretenimento de forma diferente, acompanhando histórias e experiências com o mesmo interesse que acompanham personagens e universos narrativos. “Hoje as pessoas não consomem apenas músicas. Elas acompanham histórias, personagens e experiências. Eu queria criar algo que pudesse ser descoberto aos poucos, como acontece com uma série, onde cada capítulo acrescenta uma nova camada à narrativa”, afirma.
No caso do JESTFLY, essa lógica foi aplicada desde a concepção de Back To Reality. O projeto reúne 16 faixas, quatro videoclipes conectados, dois livesets organizados em atos e um filme musical que expande a narrativa para além do álbum, acompanhando um público cada vez mais acostumado a consumir histórias em diferentes plataformas.
No JESTFLY, essa estratégia aparece na forma como cada elemento complementa o outro. As músicas apresentam o universo central do projeto, os videoclipes ampliam a narrativa, os livesets funcionam como novos capítulos e o filme conecta todas as peças em uma única jornada. Para Diego SPY, o álbum continua ocupando um papel central, mas já não precisa carregar sozinho toda a experiência. “O álbum continua sendo importante, mas deixou de ser o ponto final. Hoje ele pode ser o começo de algo maior”, observa.
O álbum não morreu. O que parece estar ficando para trás é a ideia de que ele possa sobreviver sozinho. Em um cenário em que a música disputa atenção com séries, redes sociais e entretenimento digital, alguns artistas já começaram a responder a esse desafio transformando seus discos em experiências narrativas que se revelam capítulo por capítulo. “As pessoas gostam de conexões, de acompanhar histórias e descobrir novos elementos ao longo do caminho. A música passou a dialogar com tudo isso”, conclui.
Nota cedida por: CO Assessoria
Foto: Madonna/YouTube | @spyjokermusic
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