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Bebé atravessa a dissolução e reinventa sua própria linguagem em novo disco

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Projeto marca a estreia da artista na produção musical e reúne participações de Tássia Reis, Tuyo, Brisa Flow, Marissol Mwabá e Ana Karina Sebastião em um cuidadoso percurso entre o jazz, o indie e a música brasileira
 

Ouça aqui: https://youtu.be/j8eM4r_XuFw?si=3R_829cCU0BXLa3u

Escolha sua plataforma digital favorita: https://vm.group/Dissolucao
Na alquimia, dissolver é condição para transformar. Nada se reconstrói sem antes se desfazer. É a partir dessa lógica – ao mesmo tempo inevitável, espiritual e sensível – que Bebé apresenta “Dissolução”.
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Após dois discos que exploraram identidade e amadurecimento, a artista paulistana inicia aqui um novo ciclo. “Dissolução” nasce de um processo íntimo, em que estruturas internas deixam de sustentar quem se é, abrindo espaço para outras formas de existir. Mais do que um terceiro trabalho, o álbum registra o momento em que se decide atravessar – mesmo sem saber exatamente o que vem depois.

Se antes Bebé organizava suas inquietações, agora ela passa a confiar no que surge. Muitas das músicas chegaram de forma intuitiva, como ideias que pediam para existir antes mesmo de serem compreendidas. “Teve um momento em que eu parei de tentar entender tudo e só deixei as coisas acontecerem”, conta. “Fiz esse disco pra instigar as pessoas a terem coragem. A decidir coisas, falar o que não falariam, fazer o que só fariam no off.”

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Essa escolha atravessa todo o trabalho. Há uma imperfeição deliberada no disco – não como falha, mas como presença. Um gesto de desapego de quem entende que nem tudo precisa ser controlado para ser verdadeiro.

Musicalmente, “Dissolução” marca uma virada. Pela primeira vez, Bebé assume a produção musical de um álbum, aprofundando sua relação com cada detalhe do processo criativo. Em parceria com o produtor Felipe Salvego, seu irmão, constrói um disco que aproxima a canção brasileira da liberdade do jazz e da linguagem do indie contemporâneo, com a guitarra ocupando um papel central e arranjos que respiram.

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Grande parte das músicas nasce dentro do próprio espaço da artista, a partir de fragmentos guardados ao longo dos anos – melodias, frases e sensações que, aos poucos, encontram forma. Entre processos longos e lampejos imediatos, o álbum transforma experiências íntimas, memórias afetivas e estados de mudança em canção.

O disco se organiza como um percurso emocional que acompanha sua própria transformação. Da abertura introspectiva de “Meu Peito”, o trabalho se expande em “Dissolução” e segue por encontros e deslocamentos afetivos, como em “Compartilhando o Céu”, com Tássia Reis, e “Variante Estrelar”, escrita no dia em que Lô Borges morreu. Ao longo do caminho, atravessa estados mais internos e contemplativos até ganhar impulso em “Ano do Cavalo”, com Tuyo.

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Em “Se Tocar”, com Ana Karina Sebastião, identidade e linguagem entram em transformação, antes de criar um espaço de escuta em “Sem Ter Que Me Explicar”. Na reta final, “Vulcânica”, com Brisa Flow, marca a liberação dos silêncios acumulados, enquanto “No More Hiding”, com Marissol Mwabá, amplia essa experiência para uma dimensão coletiva.

A construção sonora do disco se apoia também na presença de instrumentistas como Badi Assad nos violões, Vanessa Ferreira no baixo acústico, Alana Ananias na bateria e a norte-americana Dee Simone – conhecida por suas colaborações com artistas como Doechii – ampliando o alcance sonoro do trabalho sem perder sua intimidade.

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As referências aparecem de forma orgânica. Nomes como Milton Nascimento, Esperanza Spalding, Wayne Shorter e Radiohead acompanham seu processo, enquanto a tradição da canção brasileira permanece como base sensível do disco.

A ideia de travessia também orienta o imaginário visual do projeto. A capa apresenta um portal em meio à natureza – o instante em que alguém decide atravessar de um estado para outro. Um território simbólico onde convivem luz e sombra, impulso e contemplação.

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O título surgiu durante o próprio processo e foi ganhando sentido junto com as músicas. Para Bebé, “Dissolução” não fala sobre fim, mas sobre transformação. “Não é sobre destruir. É sobre mudar de estado”, afirma.

Entre entrega e decisão, o álbum acompanha o momento em que algo deixa de ser como era – e a coragem necessária para seguir, mesmo sem respostas.

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Este projeto foi realizado com apoio do Programa de Ação Cultural – ProAC, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) do Ministério da Cultura e Governo Federal.

Nota cedida por: Assessoria Bianco
Foto: Mariana Maria

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